
Tivemos a satisfação de conversar com a Banda Eclesiastes O Pregador, de Carapicuiba, e ouvir um pouco da história deles que, talvez, seja o principal fator que faz a banda ter o respeito que têm na “Rua”.
O Som deles serviu de trilha sonora para o Documentário “Sob a Mira da Indiferença”, dos jornalistas Walter Frank e Rodrigo Bruder, trabalho que trata sobre a Delinquência Juvenil nas Ruas de São Paulo.
Caco Araújo/GDR: Manda pra nós um pouco sobre o a banda e o que rolou nessa década de trabalho!
T.A.T.E.: A banda “Eclesisastes O Pregador” surgiu em 1998, derivado de algumas bandas do meio secular, e tal. Depois que tiveram um encontro com o Evangelho do Salvador, mudaram a caminhada totalmente e começaram a fazer um RAP intitulado como Gospel.
Então, o primeiro trabalho, foi uma porta de abertura para o reconhecimento da banda que, depois de uns seis meses assinou com a gravadora Atração, a mesma do Samba é demais, Bezerra da Silva, 509E, entre outros artistas da época.
Consequentemente, nessa caminhada fizemos o lançamento de um segundo trabalho nosso: “Deus usa os Loucos para confundir os Sábios” e teve um reconhecimento a nível nacional do grupo e fomos a diversos estados, diversas localidades no Brasil: Brasília, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Goiania, então, nós tivemos assim um reconhecimento, para nós, muito importante, porque começamos a perceber que não era só um trabalho “Gospel”, porque a gente nunca cantou, na verdade, um hino de adoração, daqueles “Oh Senhor… tal…” e sim, sempre foi focado no evangelismo, voltado para o evangelismo, pra “Rua”, pros problemas com as drogas, prostituição, polícia, ladrão, os males sociais que estão aí ao nosso redor.
Depois desse trabalho “Deus usa os Loucos”, nós chegamos a gravar um, que deu até um problema com o nome “Eclesiastes”, devido ao INPI pois tinha matriculado dois grupos com o mesmo nome, com o mesmo título “Eclesiastes”, então, só que nós eramos o “Eclesiastes, o Pregador”, então nós mantemos o “pregador”. O CD Foi o “Mais Loco” que também fez um “boom”, só que assim, em poucos meses a gente tava ai correndo para norte, sul, leste, oeste, tava com uma previsão boa, só que aconteceram alguns problemas e a banda acabou se desfazendo e em 2006 nós retornamos o trabalho e, até o que marcou essa volta da banda foi o DVD “Aperte o Play” do grupo Ao Cubo que nos deu uma oportunidade de mostrar pro mundo o que muita gente não conhecia, então era o Eclesiastes, o Pregador nesse trabalho e, consequentemente, após esse trabalho, em 2007, nós gravamos o “Sangue, Suor e Lágrima” que foi pouco conhecido, mas foi distribuido também por uma distribuidora de Brasília.
Agora nós estamos preparando um novo trabalho que ainda não tem título seria previsto agora para o final de 2009 e tal mas, entre um projeto e outro, nós também acabamos criando o Boaz, que é um projeto envolvendo o grupo “Um toque de paz”, DJ Zero, Família 4 vidas, Eclesiastes e outros irmãos que estão aí se envolvendo com nós.
Então é isso!
Pra 2010 muitas coisas vão acontecer, tanto no meio Gospel quanto no secular. A gente sabe que as portas estão aí, as oportunidades são pra todos, existem vários grupos com o mesmo propósito, mas é como a Bíblia diz, né, só vão permanecer os verdadeiros, só!
Os Remanescentes.
Caco Araújo/GDR: Vocês estão indicados para o Prêmio Hutuz, entre os melhores da década. O que isso significa para a Banda?
T.A.T.E.: No Hutuz, é a segunda indicação nossa. A primeira, se eu não me engano, foi em 2003, derivada desse CD que eu acabei de falar, que esse aí, “O pregador, Mais Loco”, e nós concorremos na mesma categoria que nós fomos indicados agora, e tal.
Na época, não me lembro muito, mas teve outra colocação e acabou não sendo premiado na época.
Nesse ano de 2009 pra gente foi a maior satisfação, maior honra ter recebido a notícia que o grupo tava concorrendo como um dos melhores da década. Nos últimos 10 anos, ai.
A gente sabe que fez um trabalho focado pra Rua, pro evangelismo, pras pessoas que não conhecem a Palavra de Deus e o reconhecimento está sendo agora. A banda não está no melhor momento, está num momento de descoberta, de compromisso, cada um tentando buscar o seu compromisso particular, pessoal com Deus, buscando cargo nos ministérios, porém, a gente foi indicado e pra gente foi uma surpresa.
Então vem reforçar também que o Senhor não se esqueceu de nós, porque a “Rua” sabe do que ela necessita, a gente tem dedicado o melhor que a gente pode, pra poder estar aí somando, então, o Prêmio Hutuz, pra nós, significa uma renovação de esperança, uma renovação de forças, porque tá aí, contrariando muitos gostos.
Aí, dizia que a banda não era uma banda correta, não era uma banda que tinha compromisso com a palavra de Deus e nós estamos mostrando, através dessa indicação, que não foi em vão tudo o que nós vivemos até agora. Não foi em vão.
Por isso nós estamos aí correndo para dar o melhor agora, nessa nova formação do grupo, para poder ter um alcance um pouquinho maior, abranger outras áreas da música, não só o RAP.
Will: Deixa eu falar uma coisa também. Agradecer a todos que votaram, do nosso ministério ou não, os irmãos da Rua que votaram no grupo, aí também, agradecer vocês, porque se não fosses vocês terem votado, dedicado tempo, entrado na Internet e votado na banda, né, a gente não teria sido indicado.
Então, um salve aí pra todos.
Rogério: A banda Eclesiastes manda um abraço pra todo mundo que ta sintonizado, pra você que acabou de ver essa entrevista aí, que você preste atenção nas palavras que foram colocadas e você tire seu conceito através do nosso trabalho.
Iran: Ai GIRO DE RUA, satisfação total! 2.0.0.9. Eclesiastes, Boaz, tem muita coisa por vim, valeu!
Satisfação mesmo.
Ouça algumas músicas em: http://www.myspace.com/boazbrasil
Caco Araújo – Giro de Rua.
